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Conselho de Ética da Assembleia adia julgamento de Renato Freitas por ato no Muffato

Conselho de Ética da Assembleia adia julgamento de Renato Freitas por ato no Muffato
Publicado em 28/04/2026 às 23:34

O deputado Doutor Antenor (PT) solicitou pedido de vista nesta terça-feira (28) e adiou a decisão do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sobre a aplicação de punição ao deputado Renato Freitas (PT), que participou de um ato no supermercado Muffato, no bairro Portão, em junho do ano passado. O protesto pedia punição para os responsáveis pela morte de Rodrigo da Silva Boschen, de 22 anos, agredido por funcionários terceirizados do Muffato no dia 19 de junho.

Novamente a sessão do Conselho de Ética foi marcada por ofensas proferidas por bolsonaristas. Um dos autores da denúncia, o vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), chamou Freitas de “agressor de mulher”. Já o deputado Ricardo Arruda (PL) voltou a chamar o deputado de “maconheiro”.

Renato Freitas não participou da sessão desta terça em função do clima hostil das últimas reuniões. No último dia 13, quando o Conselho analisava outra representação, o advogado bolsonarista Jeffrey Chiquini chamou o deputado de “fora da lei”, “racista”, “misógino” e “agressor de pobre e negro”.

A denúncia foi apresentada pelo próprio Chiquini, que considerou “quebra de decoro” o gesto feito por Renato Freitas, que simulou um enforcamento com a gravata em sessão em julho do ano passado. Nesta terça, o relator, Dr Leônidas (Cidadania) recomendou o arquivamento da representação.

A próxima sessão do Conselho de Ética será no dia 6 de maio, quarta-feira da próxima semana.

MP arquivou denúncia sobre ato no Muffato

Em fevereiro, o Ministério Público do Paraná (MPPR) arquivou um Procedimento Investigatório contra Renato Freitas, que segundo os vereadores de Curitiba Guilherme Kilter e Rodrigo Marcial (Novo) teria “invadido” a loja do Muffato e “causado transtorno” para clientes e funcionários.

O próprio Muffato negou a ocorrência de depredação ou violência por parte dos manifestantes, mas, para o relator da representação, deputado Artagão Júnior (PSD), Renato Freitas deve ter seu mandato suspenso por 30 dias. No dia 14 deste mês, Artagão foi flagrado, durante uma sessão da Assembleia, reclamando que tinha perdido cargos no Governo de Ratinho Jr (PSD).

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O advogado de Freitas, Edson Vieira Abdala, argumentou que o deputado estava exercendo seu direito de apoiar uma manifestação pacífica. Segundo Abdala, as imagens mostram que o deputado apenas manuseou caixas de doces no caixa do supermercado, sem qualquer agressão a clientes ou funcionários.

“Ambiente de insegurança”

Guilherme Kilter e Rodrigo Marcial, que acusam Renato Freitas de criar um “ambiente de insegurança” no Muffato, tiveram participação ativa na confusão que terminou com dois estudantes feridos na frente do Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UPFR) em setembro do ano passado.

Apesar de terem criado um ambiente de insegurança ao invadirem a UFPR para tentar garantir a realização de uma palestra que já havia sido cancelada e de ofenderem estudantes, Kilter e Marcial não sofreram nenhuma punição por parte da Câmara. Protegido pela Polícia Militar, que disparou balas de borracha e bombas de efeito moral contra os estudantes, Kilter chamou estudantes de “vagabundos” e “bandidos”.

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O Conselho de Ética também analisou nesta terça a representação movida contra Ricardo Arruda, que no dia 16 de setembro de 2025 chamou ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “bruxa”. A denúncia foi apresentada pelas deputadas Mabel Canto (PP), Ana Júlia (PT), Cloara Pinheiro (PSD), Cristina Silvestri (PP), Luciana Rafagnin (PT), Maria Victoria (PP) e Marli Paulino (PP). O relator, Dr. Leônidas, recomendou a aplicação de uma censura escrita. A votação será no dia 6 de maio.

Fonte: www.plural.jor.br
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